León, Nicarágua

Depois da Guatemala e El Salvador, teríamos de atravessar as Honduras para chegar à Nicarágua.

Devido a vários factores, mas sobretudo devido a uma promessa que fizemos aos nossos pais, atravessamos estes países quase a correr.

E, se a Guatemala já conhecíamos e, em El Salvador ainda ficamos uns dias a desfrutar da praia, o plano era atravessar Honduras num só dia. Mas, tal não foi possível, sobretudo devido ao tempo que se perdem nestas fronteiras, mas sobretudo nas fronteiras hondurenhas.

Além disso, a Frida comportou-se um bocadinho mal e tivemos de: substituir a correia, uma das peças do alternador e complementar alguns parafusos que se soltaram das protecções do motor, o que nos atrasou um pouco.

Mas, afortunadamente, todas as peças necessárias já as tínhamos e as lições do nosso guru D. Alejandro Navarro, serviram-nos de muito… ficamos a saber que afinal sabemos mais de mecânica do que pensávamos e pudemos resolver todos estes problemas sozinhos… uau!!! Gracias Arre!

Que dizer das Honduras? Antes de chegar à fronteira, estávamos a iniciar a escrever este post e rezava o mesmo que apesar de todas as histórias de criminalidade e corrupção que tínhamos escutado, estes países nos tinham recebido da maneira mais amável possível e que o mito se tinha desfeito. Mas, infelizmente na fronteira de saída das Honduras, algumas das histórias que ouvimos e lemos confirmaram-se.

Como em qualquer uma das fronteiras anteriores, sempre chegam cerca de uma dezena de “tramitadores” que te oferecem ajudar a tratar de toda a documentação necessária para passar a fronteira. Obviamente que nós sempre recusamos terminantemente essa ajuda, uma vez que os trâmites são sempre extremamente fáceis embora, sempre bastante burocráticos e normalmente demorados.

Entre um desses “tramitadores” estava desta vez um oficial fronteiriço, que, imagine-se trazia vestida uma t-shirt de salva-vidas da Califórnia e, tal como todos os outros que se ofereciam para ajudar, uma identificação ao peito. Obviamente que passamos por ele dizendo que não precisávamos de qualquer ajuda. Não é que o tipo decidiu acusar-nos de que o queríamos atropelar e chamou a polícia. Com toda a calma explicamos ao Sr. Agente que tudo isto era mentira e com uma série de argumentos desfizemos toda a cabala. Como seria de esperar, isto atrasou-nos um par de horas, mas sem dar uma única Lempira (moeda hondurenha), que era do que realmente se tratava o assunto, finalmente saímos do país.

E, finalmente chegamos à Nicarágua… O calor continua deliciosamente insuportável!!!

O nosso primeiro destino foi a cidade de León.

Uma cidade colonial, localizada do lado do Pacífico, mas onde o ritmo do caribe se sente em cada esquina.

Aqui hospeda-mo-nos num hostal chamado Chilli Inn cujos donos são amantes do carros arrefecidos por ar e que têm uma pão-de-forma e dois carochas. Além, disso, a noite fica por usd$15 e inclui 4 mojitos… não está mal :)

Ao contrário de outras cidades coloniais da América Central mais populares, León não tem nada do chamado charme turístico, pelo contrário, é uma cidade até bastante confusa.

Apesar de ter alguns rasgos pitorescos, é desordenada, as suas igrejas estão quase em estado de abandono ou pelo menos não parecem nunca ter sido restauradas.

Mas, mesmo assim, há bastantes estrangeiros e a cidade apresenta um movimento impressionante.

O seu aspecto mais irritante é a mania que toda a gente tem de apitar, mesmo que sem razão aparente. Podem não acreditar, mas é a coisa mais irritante do mundo este barulho constante de buzinas…

A cidade encontra-se no meio da rota dos vulcões pelo que a paisagem é bastante agradável.

Também, aqui se encontra maior produção de cana de açúcar do país e aqui se produz o famoso rum Flor de Caña.

E, agora, deixem que lhes anunciemos… decidimos ir de férias, então, amanhã partimos para o caribe Nicaraguense. Tanto nós, como a Amália Frida necessitamos de descanso, por isso, iremos deixá-la descansar uns dias aqui em León, enquanto nós atravessaremos a Nicarágua para chegar às Corn Islands (nos próximos dias lhes daremos mais pormenores sobre estas pérolas do caribe). Sei que é uma tarefa difícil, mas alguém tem de fazer estes sacrifícios para depois contar como foi! :)

Um grande abraço e boas viagens!!!!

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2 thoughts on “León, Nicarágua

  1. Muito interessante. Histórias de cravar dinheiro com polícias já tinha ouvido falar realmente. Atenção novamente, sobretudo no Perú e na Bolívia. Quanto aos países que se seguem, de certeza que na Costa Rica vão ficar mais dias, não é? Pelo que já ouvi dizer é bastante bonito. Quanto ao Panamá também será outro país interessante, sobretudo a capital que tem vários arranha-ceus e é bastante importante. Estes últimos dois países penso que serão os mais desenvolvidos relativamente a todos os da América Central (excluíndo o México, claro 🙂 )

    • Por agora ainda contamos ficar na Nicarágua aproximadamente umas 3 semanas, depois o resto veremos. A Costa Rica dizem alguns dos viajantes que temos encontrado no caminho que está muito cara devido à grande afluência turística que tem tido e, além disso, os locais também já estão um poco fartos dos turistas, então vamos ver quanto tempo andamos por lá, porque, por outro lado também é um país que tem encantos naturais maravilhosos que não queremos deixar de visitar… Então, por aí vamos estando dando notícias de como nos vai correndo a vida 🙂
      Abraço

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