Medellin

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Quando saímos de Cartagena sabíamos que estávamos prestes a despedir-nos do Oceano Atlântico que só voltaremos a ver quando chegarmos à Argentina.

ToOLYMPUS DIGITAL CAMERAmamos caminho em direcção a Taganga, uma lindíssima baía de pescadores onde passamos a noite. No caminho, atravessamos Barranquilla e Santa Marta, mas sem detenernos, mas antes passamos no Vulcão de Lodo onde tivemos uma experiência divertidíssima e supostamente altamente saudável. Entrar numa poça de lodo numa espécie de vulcão sem fundo foi bastante divertido e sobretudo diferente.
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No dia seguinte, acampamos no Parque Nacional Tayrona. Por coincidência, voltamos a reencontrar a Tina e o Herbie, um casal de suíços que nos acompanhou no veleiro desde o Panamá. Certamente, nas próximas semanas estas coincidências voltarão a dar-se e os destinos de alguns destes novos amigos irão ainda cruzar-se connosco novamente.

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Tayrona é um lugar místico, onde a selva encontra o oceano  Uma reserva natural dominada pela presença da Serra Nevada (a mais alta serra do mundo junto ao mar) que espreita por entre as nuvens para alegrar-se com o azul profundo do seu tão querido Atlântico.

Despreocupadamente decidimos “conquistar” o parque e, de repente, encontra-mo-nos no meio de uma caminhada de mais de 10 horas que nos deixaria algumas marcas, nomeadamente algumas bolhas e feridas, mas que no final valeram a pena, sobretudo pela beleza natural do percurso e pelo sentimento de ter logrado tamanha façanha. A verdade é que se soubéssemos no que nos íamos meter, o mais provável é que não o tivessemos feito, mas ainda bem que o fizemos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA OLYMPUS DIGITAL CAMERA OLYMPUS DIGITAL CAMERA O próximo destino: Medellin. 800 quilómetros que venceríamos em 2 dias e 2 noites. A distância, mas sobretudo a altitude fizeram a Amália sofrer um pouquinho. Por exemplo, subir 2500 metros em pouco mais de 15 quilómetros é bastante exigente, mas Frida comportou-se à altura e mais uma vez nos permitiu chegar sãos e salvos ao destino.

Na terra do mais famoso narcotraficante do mundo, voltaríamos a encontrar mais 5 dos nossos companheiros de barco. Eramos já 7, de novo reunidos e foi óptimo poder reviver algumas das histórias vividas a bordo… memórias tão próximas, mas ao mesmo tempo já tão distantes.

Apesar de ser incontornável na história da cidade, devido sobretudo a todas as histórias fantásticas à volta da sua personagem, que incluem o seu zoo particular (a Colômbia é o único país não Africano com hipopótamos selvagens) ou da história de quando se ofereceu para pagar a dívida externa do país, Medellin é muito mais que somente a terra de Pablo Escobar.

A capital da Antioquia é uma cidade a fervilhar de movimento. A Plaza Botero com mais de uma dezena de obras que o artista ofereceu à cidade é a pedra toque para uma dinâmica cultural bastante agradável.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAqui morreu Carlos Gardel, pelo que a marca indelével do tango também não passa despercebida e, para complementar esta sensação tivemos a oportunidade de assistir à peça “Um tango por um poema” que, depois da visita à Casa Gardeliana, completou um dia dedicado à musica porteña e acabou por ser um aperitivo delicioso para o que nos esperará quando chegarmos a Buenos Aires.

Curiosamente, depará-mo-nos também com uma versão ímpar de Pedro Páramo, uma obra de Juan Rulfo (escritor mexicano) e, num teatro onde não cabiam mais de 30 pessoas pudemos assistir a esta peça que obviamente recomendamos: “Los silêncios de Bahareque” . Uma peça que talvez merecesse mais protagonismo e um anfiteatro maior, mas que talvez perdesse o seu intimismo se isso acontecesse. E, a cereja no topo do bolo é que ambas as peças eram de entrada gratuita.

Nada melhor que usar o metro para visitar esta urbe. Por somente um dólar e, com uma rede que a atravessa de uma ponta à outra e que inclui 2 teleféricos, é, sem dúvida, a maneira mais simpática e prática de conhecer a cidade, passando pelas suas entranhas ou subindo até ao topo das suas colinas.

A Zona Rosa foi o local escolhido para ir de “fiesta” e provar a famosa aguardiente antioquiana… para quem gosta de anis, talvez goste desta bebida, a mim fez-me recordar algumas Queima das Fitas ou algumas noites passadas à porta do Saloon, na Ribeira do Porto… certamente alguns de vocês sabem do que estou a falar 😉 “Não bebo mais traçadinho”

Dançar um pouco de salsa, ver alguma música ao vivo, na rua ou num ou outro bar e passear-se pelos inúmeros bares, restaurantes e discotecas que povoam este bairro, deixaram recordações bastante alegres de uma noite bem passada. Além disso, muita gente ficou com recordações da Sol, pois ela fez questão de fazer parte de todas as fotos que alguém tomou nessa noite.

Para dormir escolhemos o BlackSheep, um hostal na zona de Poblado, cujo dono, um Neozelandez chamado Kelvin, nos permitiu estacionar à sua porta e usar todas as suas instalações, pelo que dormimos literalmente na rua.

OLYMPUS DIGITAL CAMERABaptizamos Medellin como a cidade Vermelha, pois é impressionante com todas as casas e edifícios, salvo raras excepções são exactamente da mesma cor: cor de tijolo. Excepto alguns edifícios modernos e as antigas propriedades do barão do Cartel de Medellin que construiu os seus edifícios da cor do seu produto mais famoso, todos os demais, desde as casas mais humildes dos subúrbios até às mansões mais sumptuosas são feitas de tijolo e assim ficam, sem qualquer outra pintura que possa perturbar esta harmonia argilosa.

Segue-se a capital. Mas Bogotá está a mais de 500 quilómetros e as montanhas serão de novo a nossa companhia pelo que pelo caminho certamente conheceremos alguns “pueblitos”, mas logo lhes partilharemos convosco todas as imagens e histórias de mais este passeio.

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5 thoughts on “Medellin

  1. Obrigada, mais uma vez, queridos amigos!
    Continuem desfrutando a Natureza da nossa bela Gaia e vão-nos dando estas tão preciosas notícias e ensinamentos acompanhados de fotos magníficas!
    Bem Hajam!
    Até Sempre.
    mil beijos

  2. Obrigado pelas fotos e pelo texto, porque através das vossa fotos e dos vossos textos vou conhecendo a realidade do mundo, muito obrigado, tenho muito orgulho em ter dois filhos magnificos,

  3. hola!!
    I´m from medellin but actually I´m living on Basqueland!
    I have a Vw Transporter (T3 next to T2) and so happy for read your amazing adventures through latinoamerican roads…please, tell me about the cost tha t you might spend on this travel …in the future I´ve though to get my ven in there and make the same travelship and I´d be gratefully for any info …
    good roads and miles!
    arman
    armanblues@gmail.com
    espero ke hayan ido a bailar al Eslabón Prendido jeje

    • Hola amigo Arman!
      Creo que anduvimos por ahí… si no fuimos al Eslabón Prendido, estuvimos cerca, pero no faltó la salsa ni el aguardiente 🙂
      Es difícil decir cuanto se gasta en un viaje de estos, todo depende de cuanto quieras y/o puedas gastar. La verdad es que viajar en la combi es muy economico pues no pagas estadia y puedes cocinar tus comidas.
      Y luego, si tienes alguna arte o algo así, hay mucha gente vendiendo artesanias o algo parecido y con eso van viajando. Nosotros también nos apoyamos algo con las cositas que vendemos y con los postales.
      Pero con este viaje aprendimos que las mejores cosas de la vida no son las más caras, bueno excepto Machu Picchu, que por mucho que le des la vuelta sigue siendo caro, pero vale la pena jejjejje
      Abrazo y ojalá te animes a hacer tu viaje y quien sabe nos encontremos en la ruta, sea de ese lado o de este 🙂

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