Ilha de Ometepe, Nicarágua

Chegamos à Ilha de Ometepe, o nosso último destino na Nicarágua.

O tempo passou depressa e amanhã terminam os já 30 dias que nos concederam para estar no país, por isso seguimos para a Costa Rica onde novas aventuras nos esperam.

A Nicarágua foi inesquecível.

Aqui desfrutamos de dias verdadeiramente incríveis. Conhecemos gente extraordinária, tanto Nicaraguenses, como viajantes de todo o mundo, desde Israelitas, a Italianos, Estado Unidenses e Eslovenos, Canadienses ou Espanhóis… de tudo um pouco. Vulcões, Lagos e Lagoas, Ilhas no mar e no meio de lagos, praias paradisíacas de areia leitosa ou de areia vulcânica tão negra como a noite, desde o Caribe ao Pacífico, em avião, taxi, na combi, em tuktuk, em “Chicken Bus” ou “pollero”, de tudo nos servimos para viajar neste pais.

Em Manágua ficamos a dormir num Hotel Best Western Aeroporto, bem, no estacionamento do hotel 🙂 Isto, porque tivemos necessidade de desalfandegar as peças sobreselentes que nos enviaram do México para a Amália Frida e graças aos erros atrás de erros cometidos pela FEDEX fomos obrigados a passar a noite em Manágua e, como os serviços da Alfândega estavam mesmo ao lado do Aeroporto, aí conseguimos um estacionamento seguro nesse hotel. O dia seguinte foi demasiado longo, ainda na Alfândega… 7 horas e, por isso, já não conseguimos chegar a Ometepe esse dia, pois por estes lados escurece às 5 e meia da tarde.

Mas isso não foi problema. Perto de Jinotepe, vimos uma pequena quinta muito simpática com um senhor numa cama de rede à espera do pôr-do-sol e perguntámos-lhe se não poderiamos estacionar no seu terreno e se de favor nos permitia acesso a uma casa de banho, de preferência com um chuveiro. A resposta: “Claro que sim! Passem!” Bem, melhor servidos não poderiamos ter sido… banho à disposição e como extra uma piscina onde nos banhamos sob a luz do luar durante quem sabe quanto tempo, porque estava uma temperatura super agradável.

No dia seguinte tivemos de partir deste pequeno paraíso nas terras altas da Nicarágua para ainda poder aproveitar pelo menos os últimos 2 dias que nos restavam na Nicarágua, na Ilha de Ometepe. E, se já era difícil despedirnos deste país, mais dificil foi partir deste paraíso na Terra.

Ometepe (ou lugar das duas montanhas) é a maior ilha do mundo situada num lago e, como os seu nome nahuatl indica é composta de dois vulcões que se ligam por um istmo.

Situada no Lago Nicarágua a quem os nativos chamavam de Cocibolco (mar de água doce). Esta ilha, formada pelos seus 2 vulcões Madera e Concepción, de 1300m e 1600m, aproximadamente, é de uma tranquilidade fascinante.

Aqui, muito amavelmente a nossa amiga Kalia deixou-nos estacionar junto ao seu restaurante vegetariano “Natural” na famosa praia de Santo Domingo. Nesta praia, de areia vulcânica, pode-se de maneira soberba observar a imensidão do Cocibolco, tão imenso, que por vezes esquece-mo-nos que não estamos num lago, mas sim mirando um qualquer oceâno.

Aproveitando o facto que trazemos conosco as nossas mini bicicletas, assim fomos conhecendo ilha, o que é, só por si, já um excelente passeio. Além disso, passamos uma bela tarde no “Ojo de Água” que é uma espécie de piscina natural, no meio da ilha, com uma água tão fresca que nos deixou super relaxados.

Apesar de que há já uns meses que não vemos uma torneira de água quente, pois todo este tempo tomámos sempre banho com água pseuda fria, o que realmente queríamos era que a água que sai dos chuveiros fosse pelo menos um bocadinho mais fria para que nos pudessemos realmente refrescar. A agua do lago, aqui em frente ao “Natural”, por exemplo, é tão quente que para nos refrescarnos temos de sair da água.

No nosso último dia na ilha, decidimos fazer uma caminhata ligeira e subimos uma pequena ladeira do “Madera” que nos deu a conhecer, primeiro alguns petroglifos com alguns milhares de anos, gravados na rocha pelos primeiros nativos da ilha e, depois, nos levou até um miradouro fantástico que serve para os verdadeiros aventureiros que quieram subir até ao topo, mas que também permite uma vista fantástica de toda a ilha e sobretudo da verdadeira imponência do “Concepción” que com o seu cone perfeito parece que de repente nos inserimos num postal.

Adiós Nicaragua. Foi Diacachimba!!!!!

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